Domingo, Novembro 08, 2009

Só um P.S rapidinho:
http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/11/inacreditavel-uniban-expulsa-aluna.html

Como um professor que nem era meu disse esses dias, ainda vivemos a idade das trevas.
E não é de morrer de raiva ver meninas praticamente gritando que uma menina é apenas o que ela veste? É apenas sua funcão estética e sexual?
grrrrr

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Quando você sente angustia, as lágrimas brotam na sua garganta rápidas, compulsivas?Você sente que o chão poderia se abrir, e você cair cair, e todas as coisas das suas mãos voar, e ninguém mais existir, e você desaparecer de repente?
Você fica atônito, e olha todas as coisas como se todos os risos e todas as falas fossem infelizes e dementes?
Você fica atordoado?
....

E quando gosta de alguém, você enche os olhos de lágrimas pensando em como pode ter tanta sorte em poder viver com amor merecendo tão pouco isso?
Você vê o sol tocar o rosto das pessoas de quem você gosta, e acha isso o momento mais mágico e incrível que poderia ocorrer?
Você já se sentiu tão feliz que ficou triste com medo de nunca mais se sentir assim?
Você sente a plenitude da vida e do amor nas vozes do seu dia-a-dia?
Você pensa nas frases que mais gosta de ouvir, e gostaria de gravá-las para ouvir todos os dias, com as vozes que você ouvir?
Você quer muito que o futuro chegue, mas se pergunta se é possível ser mais feliz do que é?
Ao mesmo tempo, você vê todas a misérias humanas estampadas nas caras invejosas, aterrozidas, mesquinhas e insanas das pessoas?Você vê a dor embaixo do seu nariz, entrando nos seus pulmões junto com o ar e a poluição? Você acha muito difícil viver vendo as pessoas dopadas, caídas, esfarrapadas nas ruas?
Você se sente uma ameba, uma parte de um todo inconsistente, amorfo?
Você já se sentiu cruel, duro e oco? Já se sentiu alguém que você jamais queria ser?
E quando você descansa, você sente que a paz se aproxima devagar, receosa? Você já sentiu que se quebrasse o silêncio ela fugiria ?


Sentir é uma ananke.

Domingo, Abril 05, 2009


O que me mais me acalma nesse mundo é ver meus poucos amigos sempre meus amigos. A intimidade é a mesma, a franqueza é a mesma, a conexão é a mesma.
Eu tenho uma tendência a achar que minhas amigas vivem sempre um conto de fadas - que só eu tenho problemas. Então, quando elas são francas, quando a gente se olha nos olhos, eu percebo que meu papel não é apenas torcer pela felicidade delas: Eu sou parte construtora disso.
Não são só as pessoas que tem fome que tem problemas. É para fazer da vida mais simples que existem os amigos.

dia-a-dia

Problema:Uma lâmpada da minha casa misteriosamente apagou.
Solução: Meu irmão, orientado pelo meu pai, consertou esta.
Conclusão: Um dia depois, temos luz de balada na cozinha. :)

Terça-feira, Março 31, 2009

Não sei porque as pessoas assistem novelas. Quero dizer, a vida já é tão dramática e cheia de tramas enroladas e enroscadas umas nas outras por si só. Quando a gente menos espera, os capítulos estáveis sofrem reviravoltas e então estamos nós, ávidos, aflitos, confusos, amedrontados, e qual mais adjetivo você achar que combina mais com as reviravoltas na sua vida.
É inevitável nos perguntarmos no que erramos. E também inevitável perceber que nós erramos, sim.
Estou com o coração apertado, com medo.

Sábado, Março 28, 2009

P.S.2

E, para falar a verdade, não consigo acreditar em quem argumenta em favor da guerra.

bad mode on

Esse tipo de coisa me faz pensar que a informação sobre o que acontece longe não existe coisíssima nenhuma. Não somos informados do que acontece além dos nossos narizes: Recebemos imagens e palavras como se fossem cinema. Não participamos, nunca sabemos o suficiente para solucionar uma questão.
Isso me dá a sensação de que as pessoas das quais efetivamente depende a resolução desse conflito também não sabem como resolver.
Bem, estou em bad mode on hoje.
*

P.S. Ainda assim, eu ainda penso que a "reação" israelense não é justa; se fosse, por que jovens se recusariam a lutar? Algum jovem preferiria ser preso, e passar o dia tomar banho ou escovar dentes, às vezes, a lutar, quando todos lutam?

Quinta-feira, Março 26, 2009

Sabe, o cúmulo da pressa são as pessoas subirem correndo a escada rolante.

Terça-feira, Março 24, 2009

ver e ouvir estrelas

eu estava cansada e nervosa, mas hoje vi estrelas tão bonitas. quase havia me esquecido delas. e eu acho que seria um desrespeito à minha infância ver estrelas e continuar cansada, chata e nervosa como os adultos que esquecem da infância.

Domingo, Março 22, 2009

Hoje em dia essa pegada artística de multidão-solidão das metrópoles, de imaginar as milhares de pessoas com as quais você cruza por dia, suas vidas, seus pensamentos blá, blá, bá, já está muito mais que batido, né?
Mas é algo que está constantemente em mim. É meio chato ser uma pessoa só. Eu queria ser outra pessoa.Sentir como é pensar diferente. Será que as outras pessoas falam o que estão pensando em voz alta, enquanto escrevem? O que será que elas imaginam quando ouvem música? O que é que martela na cabeça delas? Será que alguém gosta mesmo de música bate-estaca?

Terça-feira, Março 17, 2009

Hoje

Hoje o trem de sentido Estação da Luz - Rio Grande da Serra simplesmente parou com a chuva. Eram 19h30 e havia várias e várias pessoas sentadas nos bancos e pelo chão da estação da Luz. Pessoas arrumadas, mulheres de salto-alto, pessoas voltando do trabalho, da faculdade, por um erro de infra-estrutura que eu vejo hoje como uma tremenda falta de respeito à dignidade humana, viram-se impossibilitados de cumprir com sua rotina habitual. Não seria possivél para as mães presas na estação ajudar seus filhos com a lição de casa, conforme o governo e o PDE (Projeto de Desenvolvimento da Educação) sugeria nas propagandas do rádio.
Além de falta de respeito, é praticamente discriminação institucionalizada. Porque as pessoas que estavam naquela estação pagaram R$2,55 da mesma forma que as que utilizam as outras linhas da CPTM, ou seja, elas têm direito à mesma infra-estrutura que todos usuário têm.
É por isso que eu quero ser uma gestora pública. Não tenho a pretensão de mudar os fatores que as pessoas chamam sistema, não quero revolucionar nada, não quero fazer lavagem cerebral em ninguém para sentir que minha existência me satifaz. Mas eu tenho certeza que vou fazer melhor, ou menos pior, o dia das pessoas que nunca sabem quando o dia vai piorar.
É mais do que claro para a maioria das pessoas, eu penso, que o lugar onde vivemos não é o retrato de alegria predominante. Mas eu sei que cada sorriso, cada segundo de paz compensa todas as amarguras do mundo, e ajudar, ou ao menos trabalhar para não atrapalhar, a vida dos que são iguais a mim, e portanto têm os mesmos direitos e merecem o mesmo respeito que eu, será o motivo que satisfazerá particularmente minha vida, todo o interior que orienta minha ação social.

Domingo, Março 15, 2009

CRIANÇA: A ALMA DO NEGÓCIO

Você pode até ler o post, mas você DEVE assistir ao vídeo.

Agora, meus palpites sem pretensão,meus comentários como adolescente (como se eu tivesse outras 4 personalidades).

Isso me faz pensar em como as pessoas achavam bonitinho, e eu me sentia lisonjeada, quando meus pais diziam que eu troquei minha chupeta por um batom, com não sei quantos anos;

Em quanto fui valorizada por certa parenta quando comprei meu primeiro sutiã, obviamente sem nenhuma necessidade de fazê-lo;

Em todas as vezes que pensava, no supermercado, porque certas bolachas eram da Barbie e outras do Pernalonga, sendo que todas eram, na verdade, de chocolate;
Em todos na minha casa ficarem bravos porque meu irmão não brincava com seu lava-rápido da hot wheels;

Em como as pessoas elogiam meu irmão por ele ter pernas fortes hoje, e em como ele se sentia injustiçado por ter que pedalar na bicicleta ao invés de ter algumas daquelas “motos elétricas”;

É engraçado se identificar com esse tipo de coisa; é engraçado pensar que com meus 12, 13 anos, a maior sensação entre o grupo “legal” da minha escola fossem as matinês, e no quanto eu chorei por meu pai não ter me deixado ir a elas; em como muitas pessoas não percebam que nas "baladas" de hoje estão as mesmas pessoas babacas que frequentavam as matinês, com apenas mais álcool no sangue.

Hoje eu me sinto aliviada por não ter o comer gordura hidrogenada empacotada como hábito, pela minha mãe ter sempre nos levado às feiras, aos supermercados, nos fazer andar a pé, e perceber o nosso mundo como ele é de verdade. Certas coisas, às vezes tão pequenas, são o que fazem com que a gente se entenda, saiba do que a gente gosta e não gosta em nós mesmos.Do que fazemos parte. É interessante ter consciência de classe e dos nossos próprios valores, como família. Eu sinto que fui protegida, embora pudesse ter sido mais.

E quem sabe, se eu tivesse sido mais protegida, não fosse uma pessoa menos dependente do que não faz sentido, e mais senhora de mim.

São inúmeros exemplos. Quando os pais não conversam com os filhos, nunca saberão que algumas meninas, para saber o valor de uma festa de 15 anos, contam as cadeiras e mesas nos álbuns de fotos (esse é o tipo de coisa que presenciei e contei para meus pais- porque a posição deles em relação às pessoas me interessa) . Nunca perceberão que ser consumista, ser maníaco por tecnologia – como se tecnologia fosse apenas telefonia móvel- são adjetivos considerados positivos pelos adolescentes atuais. E as pessoas não param para pensar no real sentido da palavra “maníaco”.

Quando eu tinha 13 anos, achava superlegal que minhas amigas conhecessem o nome de várias lojas que havia nos shoppings. Uma delas guardava embalagens e etiquetas no guarda-roupa, de caixas de lojas, embalagens de cigarro e de Smirnoff Ice.
Eu não entendia por que, quando saímos para almoçar, nós nunca almoçássemos no shopping, eu e minha família. Afinal de contas, por que nós só comíamos nos restaurantes?
Antes, achava engraçado, uma pura coincidência, como se eu tivesse um paladar diferenciado, que eu gostasse de comer peixe, de comer comidas novas, e não tivesse vondade de comer junkie food toda semana.
Eu escrevo isso agora porque esse documentário teorizou o que eu não percebia. O que nunca tinha parado para analisar. Afinal, o que nós paramos para analisar, hoje em dia?
E a comunidade das princesas do orkut, as garotas que ostentam os fato de terem sido “peruas infanto-juvenis”?
E desde quando eu adoro andar o dia todo para fazer “comprinhas”?
E por que é legal usar havaianas só por que a Paris Hilton usa?
O que é que faz, afinal de contas, com que os legisladores do país criem leis que protejam as crianças do nosso país?
O que é que faz com que as pessoas observem e entendam o que elas sentem, o que elas querem e por que elas querem?
Eu me recordo triste de como me deprimia quando ia ao shopping e não podia comprar as coisas das vitrines. Uma criança não deveria passar por isso.

Me dá um aperto no coração.

São muito mais doces as recordações das brincadeiras com as roupas da minha mãe, com as blusas de tricô da minha avó, que viravam trajes de muçulmana na minha cabeça. Os instrumentos com penas do meu tio, que viravam meus instrumentos na minha tribo. Quando eu brincava de sereia, a saía correndo pelo mar do estacionamento do prédio onde eu morava,não havia nada mais normal que isso.

Hoje eu sinto certas coisas, certas brincadeiras, como girar o mais rápido do mundo e de todo o universo e de todas as galáxias na centrífuga do tempo, mais conhecido como gira-gira, como jogar areia nos cabelos para depois tirar tudo com os dedos; como fazer bolos de barro no parque da escola , e cavar para achar minhocas no quintal da minha tia – para levar para a horta do pré 3- rituais mágicos, ações com significados tão grandes, que só a simplicadade contém, porque a simplicidade sempre contém os maiores e mais inteligentes significados.


Bem, vou voltar aos meus exercícios de física, tchau.
P.S. Desculpem-me, eventuais leitores, pelos erros gramaticais e de concordância.

Sábado, Março 14, 2009

Abuso sexual infantil - prevenção, identificação, tratamento

Movimento de Cyberativismo - Fundação Abrinq - Fonte: Site Fundação Abrinq


Os casos de abuso sexual contra crianças e de redes de pedofilia que atuam em todo o país são cada vez mais frequentes nos noticiários. Em 2009, muitos já são os casos repercutidos na mídia: pedófilos de Catanduva, menina de 9 anos grávida do padrasto, menina de 11 anos grávida do pai adotivo. Só nesses primeiros meses do ano, já foram 4,7 mil registros no Disque 100, 31% deles relativos à violência sexual 35% à negligência e 34% a casos de violência física e psicológica.

Padrastos, pais, tios, avós, porteiros, caseiros, amigos da família, desconhecidos - o abusador não tem idade, profissão, classe social e religião pré-definidos, nem tampouco "cara", nesse triste e aterrorizante indicador nem as mulheres estão de fora.

A Fundação Abrinq acredita que a educação é um dos principais meios de prevenção ao abuso sexual infantil. Assim, atuamos por meio dos Pólos de Prevenção à violência doméstica e sexual, implantados em parceria com o Centro de Referência às Vítimas da Violência do Instituto Sedes Sapientae (CRVV), onde são realizadas oficinas de prevenção à violência doméstica e sexual nas comunidades.

Atualmente os Pólos estão implantados em 17 organizações sociais de atendimento à criança e ao adolescente, parceiros da Fundação e vêm apresentando muitos resultados positivos.

Conversamos com a psicóloga Dalka Chaves de Almeida Ferrari, coordenadora geral e de parcerias do CRVV, especialista em Violência Doméstica pelo Laboratório de Estudos da Criança (LACRI) da USP, organizadora e co-autora dos livros "O Fim do Silêncio na Violência Familiar", "O Fim da Omissão - A implantação de Pólos de Prevenção à Violência Doméstica" - editado pela Fundação Abrinq e do Manual "Reconstrução de Vidas" para saber como prevenir, como identificar o abuso sexual infantil, como tratar o assunto com a criança, quais as penalidades para o abusador, entre outros. Confira:

Na sua opinião, é certo dizer que houve um aumento na quantidade de casos de abuso sexual infantil atualmente?
Não, a problemática sempre existiu, os casos sempre foram em grande número, o que mudou foi o fato de que havia um "pacto de silêncio" que acobertava esta violência sexual, porém com a mídia e o disque-denúncia as notificações aumentaram. Mas, mesmo com as denúncias vindo à tona, trabalhamos apenas com a ponta do iceberg, pois somente 10% dos casos de violência são denunciados.

Há como identificar que uma criança sofreu abuso? De que modo?
O bebê tem alterações de comportamento, de estranhamento, de choro diante da figura do abusador, reações psicossomáticas como falta ou excesso de sono, alterações de apetite, aumento da inquietação ou depressão repentina.
Crianças que já atingiram a fase da linguagem contam histórias de abusos, muitas vezes em terceira pessoa, fazem desenhos, falam frases desconexas, gritam. Se ela é ouvida desde a primeira vez em que está fazendo esforço para contar um grande segredo ela se sente segura e conta tudo, se os adultos não percebem esse esforço, ela vai se retraindo.

Como prevenir que aconteça o abuso sexual contra crianças?
Por meio da educação é possível prevenir muitos dos casos, por meio de debates e oficinas com pais e profissionais que trabalham com crianças. Nas escolas, devia-se trabalhar com as crianças, por meio de oficinas de sensibilização e ambientes como o cantinho da dúvida, em que a criança sinta confiança. Se pensarmos em um âmbito maior, como o das políticas públicas, tais oficinas deveriam acontecer na escola e fora dela (clubes, parques etc).

Quais as consequências para uma criança abusada sexualmente?
Quanto maior a duração e a frequência do abuso e quanto mais próxima é a figura do abusador, mais difícil fica o processo de recuperação desta criança. A quebra da relação de confiança com o adulto protetor causa, muitas vezes, a perda da figura de referência, além do trauma, as crianças podem sofrer retração ou exacerbação em relação à sua sexualidade, problemas de auto-estima e personalidade.

Como tratar o assunto com a criança que sofreu o abuso?
Com terapias, psicoterapias, grupos de prevenção, trabalhos de arte e educação na escola. Ela precisa, principalmente, ter a compreensão de que não teve culpa.

Muitos especialistas dizem que é um círculo vicioso, que a criança abusada, pode muitas vezes ser um futuro "abusador". Você concorda?
Quando a criança/adolescente foi vítima do ponto de vista sexual e não passou por um tratamento psicoterápico, existe sim uma tendência a repetir o abuso, devido à identificação com este abusador.
Todavia, existem controvérsias sobre a compreensão do abusador, bem como sobre os encaminhamentos que devam ser feitos a ele. De modo geral, de acordo com a legislação vigente, o fenômeno da violência sexual contra crianças e adolescentes, no Brasil, engloba a violência, o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes (incluindo na exploração todo tipo de comércio - exploração sexual comercial, pornografia infanto-juvenil, turismo sexual, tráfico para fins de exploração sexual). A legislação brasileira, ao adotar a doutrina de proteção integral, descrita no ECA, procura responsabilizar todo indivíduo que abusa, vitimiza uma criança ou adolescente. Inclusive o abusador que é um pedófilo, ou seja, aquele abusador que manifesta uma compulsão sexual por crianças/adolescentes.
O pedófilo não consegue ter um auto-controle desta compulsão. Esta dificuldade, esta compulsão sexual por criança/adolescente classifica a pedofilia como uma doença do ponto de vista da psicologia e da psiquiatria.

No Brasil, a lei só prevê a responsabilização. Diante disso, por ser a pedofilia uma doença, como ela pode ser penalizada?
Na história da intervenção, nesses casos, temos exemplos de países onde só foi adotada a medida do tratamento, sem responsabilização legal, e a situação não se resolveu, pelo contrário, agravou-se. (Caso da Bélgica, em 2006, quando houve a detecção de uma grande rede de pedofilia). Nos países onde se procurou conjugar as duas medidas de intervenção: responsabilização legal e tratamento, a situação está mais sob controle, houve maiores avanços na capacidade tanto individual quanto social de contenção do fenômeno, como é o caso da Inglaterra e Estados Unidos.

No Brasil, qual poderá ser a melhor medida a ser adotada? A responsabilização legal? Só o tratamento? A responsabilização legal aliada ao encaminhamento para um tratamento psiquiátrico/psicológico?
Acho que este é um ótimo tema para ser discutido, definido na CPI que está investigando a violência sexual contra crianças/adolescentes. (denominada de forma imprecisa de CPI da Pedofilia).

É possível identificar um pedófilo? Existe um comportamento típico?
Como já foi dito acima, o comportamento mais típico de um pedófilo é a compulsão, ele necessita estar sempre próximo de crianças. Uma atitude em comum entre os pedófilos é a particularização das relações com crianças, uma insistência em manter amizades com elas. Quando a figura do abusador é alguém próximo ou está dentro de casa, muitas vezes é visível a ultrapassagem do limite de zelo para uma compulsão em perguntar detalhes, querer controlar o banho, a vestimenta, os passeios, os amigos, as fotos.

Sábado, Março 07, 2009

Dispenso esta rosa! - Flashmob

Escrito por Marjorie Rodrigues


Não se surpreenda se também encontrar este texto em outros blogs e perfis do orkut ou se recebê-lo por e-mail ou impresso. Isto faz parte de uma campanha conjunta, organizada por Marjorie Rodrigues e pela comunidade Feminismo e Libertação.

*

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: ”parabéns”.

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade — da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso — onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

Visite a comunidade Feminismo e Libertação, no orkut.

Quinta-feira, Março 05, 2009

recordação

Verão é meu mantra, o principal fator de controle para o meu humor.
Eu amo minhas roupas de verão, meu cabelo curto, meu anel colorido de verão, tomar suco gelado quando chego em casa, andar descalça, ver o sol até 19h30 e desde as 6h.
Adoro ver as crianças jogando bola, as crianças na piscina, as janelas todas abertas, mesmo se entrar uma barata voadora no meu quarto e se os bichinhos de luz me deixarem desesperada.
O verão sempre vem , alegre, compreensivo, sagaz. Quando a gente chega em casa, mesmo mortos de cansaço, a noite está convidativa a celebrar.
Desde criança, quando estava quente eu brincava de apresentar programas infantis na varanda, fazia clipes imaginários em cima da cama dos meus pais, saia correndo pela casa sabe-se lá por quê. Era muito bom.
Hoje eu não vou à piscina em todo dia de sol, e minhas noites eu passo na frente de livros. Mesmo assim, o céu bonito que promete muito calor ainda me enche de esperança, de sentimentos bons e de certeza de que meus verões infantis foram feitos para mostrar como feliz eu seria em todos os que viessem na minha vida.

Terça-feira, Março 03, 2009


O que é perder a esperança? Passar a viver só para si mesmo, para estudar, para quê? Para ir a festinhas de nicotina?
Como é acreditar que o mundo realmente piora a cada dia, que não há expectativas melhores do que as atuais em relação ao ser humano?
Como é viver sentindo que não se faz a diferença? Que o sofrimento das pessoas nunca terá fim?
As pessoas vivem apenas porque têm medo da morte?
Eu não sei viver desse jeito. Não se pode viver assim. Não ter esperança, não acreditar em nada, é viver como? Menosprezando nosso oxigênio, nosso tato sublime, nossa visão colorida, nossa audição mágica? Não se pode viver assim.

Utilidade pública

Esse texto - toda garota deve ler.

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

mensagem do dia


"A base da sabedoria, qual é? Não depositar nossa alegria em coisas vãs."

Sêneca

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Eu realmente tenho que postar isso aqui.

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

A Barriga da Globo

Sobre a Barriga da Globo ou "O Caso da Barriga Brasileira" aqui já que, afinal, deve haver mais sobre o link utilizado junto com meu post, cheio de drama, anterior.